The end...
Adoro ler estas palavras, adoro vê-las estampadas numa tela, adoro começar um livro lendo primeiramente a última página, adoro história e histórias.
Gosto de silêncios definidos, naturais e confortáveis, detesto palavras vazias. Gosto de planos e planificações.
Gosto da memória, de organizar tópicos e factos, de faze-los coincidir, de arranjar explicações e resolver puzzles sem mexer um único dedo.
Gosto de ouvir, de ligar e religar , de achar que tudo acontece por uma lógica superior muito muito lógica.
Gosto de relembrar, de pensar no que sei, gosto da Internet por me esclarecer imediatamente o que penso já apagado.
Gosto de remexer papeis e cadernos velhos, reler declarações sinceras, laços marcado por uma esferográfica, lições que já esqueci.
Tenho-me lembrado muito de uma Professora, que além da história nos ensinou muito a ser gente e a gostar de finais mais ou menos felizes.
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Do Domingo
Passei parte do domingo com as mãos na religião.
Pinto Cristo, na cruz. Anjos que o rodeiam, almas atormentadas que choram a sua dor e partida eminente.
Uma cena pintada, pinto em automático. Pintar em automático faz-me bem, por vezes. Faz com que canse os braços, com que esteja dedicada ao pormenor, com que estique a minha paciência.
Enquanto pinto em automático, a minha cabeça vagueia, penso longamente, tão longamente quanto a devoção que entrego aos pincéis finos e precisos. O pensamento viaja, a cabeça anda às voltas até doer, tomo decisões. Decisões para a vida! Julgo eu...
Amanhã pintarei em automático, mas deixo a religião de lado. O automatismo será dedicado às paredes velhas de uma casa que se quer nova.
Pinto Cristo, na cruz. Anjos que o rodeiam, almas atormentadas que choram a sua dor e partida eminente.
Uma cena pintada, pinto em automático. Pintar em automático faz-me bem, por vezes. Faz com que canse os braços, com que esteja dedicada ao pormenor, com que estique a minha paciência.
Enquanto pinto em automático, a minha cabeça vagueia, penso longamente, tão longamente quanto a devoção que entrego aos pincéis finos e precisos. O pensamento viaja, a cabeça anda às voltas até doer, tomo decisões. Decisões para a vida! Julgo eu...
Amanhã pintarei em automático, mas deixo a religião de lado. O automatismo será dedicado às paredes velhas de uma casa que se quer nova.
domingo, 28 de setembro de 2008
Da Preguiça
Domingo é o meu dia! É o dia mais tseniano da semana, sem qualquer dúvida.
Levantar tarde e ler os jornais do fim de semana com um dia de atraso; um pequeno almoço almoçarado; família em tempo lento com muita presença e poucas palavras; futebol e programas próprios para o tico e o teco que sobrevivem no meu cérebro após o fim de semana ,que se quer intenso.
Levantar tarde e ler os jornais do fim de semana com um dia de atraso; um pequeno almoço almoçarado; família em tempo lento com muita presença e poucas palavras; futebol e programas próprios para o tico e o teco que sobrevivem no meu cérebro após o fim de semana ,que se quer intenso.
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
Escuto
Escuto, atentamente.
Relevo e revelo as minhas importâncias.
A partilha preenche o meu ser, empurrando os pesos para um canto, arrumando a casa com pormenor e devoção.
Fico quase arrumada, quase. Falta cuspir as sementes que perduram que, teimosamente teimam em ficar em pendência, fazendo-me ter a certeza de que mais cedo ou mais tarde em plena metamorfose aparecem em caules e egoisticamente me preenchem de novo, deixando-me muda e surda.
Gostava de conseguir gritar, de libertar a voz e a palavra que me parece sempre tão enrolada.
Sinto-me pairar, leve, levezinha.
A loucura invade-me o corpo num formigueiro crescente.
O excesso é por vezes tão lógico e a lógica tão passageira...
Escuto, atentamente.
Relevo e revelo as minhas importâncias.
A partilha preenche o meu ser, empurrando os pesos para um canto, arrumando a casa com pormenor e devoção.
Fico quase arrumada, quase. Falta cuspir as sementes que perduram que, teimosamente teimam em ficar em pendência, fazendo-me ter a certeza de que mais cedo ou mais tarde em plena metamorfose aparecem em caules e egoisticamente me preenchem de novo, deixando-me muda e surda.
Gostava de conseguir gritar, de libertar a voz e a palavra que me parece sempre tão enrolada.
Sinto-me pairar, leve, levezinha.
A loucura invade-me o corpo num formigueiro crescente.
O excesso é por vezes tão lógico e a lógica tão passageira...
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
Depois da retirada cá estamos de volta ao nosso associativismo. O Clube Tsé retomará funções, não tão produtivas como nas suas fundações mas, faremos o esforço, assumiremos o compromisso ténue de que, por aqui iremos dando noticias dos nosso pensamentos surgidos na quietude dos corpos e no turbilhão da mente.
Para comemorar o regresso, hoje iniciaremos esta época pós férias com uma infiltração nos campos de outros associados, mais activos no inicio deste mês de Setembro.
Seremos todos camaradas durante três dias. Esperamos que seja um bom regresso às terras da Atalaia.
Para comemorar o regresso, hoje iniciaremos esta época pós férias com uma infiltração nos campos de outros associados, mais activos no inicio deste mês de Setembro.
Seremos todos camaradas durante três dias. Esperamos que seja um bom regresso às terras da Atalaia.
domingo, 10 de agosto de 2008
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
domingo, 3 de agosto de 2008
Encontros improváveis, excursões surpreendentes, despedidas e saudades.
Corpos livres e bronzeados, risos soltos e presenças reatadas.
Dias longos, ressacas prolongadas, concertos gratuitos.
Espaços respiráveis, noites semanais de convívio e folia.
A vontade desassossegada de encontrar, de fazer, de prolongar o estar, só porque sim.
O acontecer sem combinação prévia, o ir por não apetecer dizer não.
A preguiça de pensar, a (in)consciência, a liberdade aparente.
Os programas que se multiplicam e nos intervalos ... algum trabalho.
Não gosto do calor, mas gosto de Agosto na cidade.
Corpos livres e bronzeados, risos soltos e presenças reatadas.
Dias longos, ressacas prolongadas, concertos gratuitos.
Espaços respiráveis, noites semanais de convívio e folia.
A vontade desassossegada de encontrar, de fazer, de prolongar o estar, só porque sim.
O acontecer sem combinação prévia, o ir por não apetecer dizer não.
A preguiça de pensar, a (in)consciência, a liberdade aparente.
Os programas que se multiplicam e nos intervalos ... algum trabalho.
Não gosto do calor, mas gosto de Agosto na cidade.
terça-feira, 22 de julho de 2008
sexta-feira, 18 de julho de 2008
Lembro-me de momentos bons;
Lembro-me de abraços apertados antes da distância de 15 dias, quando contamos para o presente de alguém;
Lembro-me de cigarros fumados no meio de palavras avidamente lançadas;
Lembro-me da permissão tabagista de não fumadores, em conversas tardias, em carros alheios;
Lembro-me de lágrimas , de ideias, sentimentos e emoções encaixadas bem fundo, soltas pelos copos em excesso;
Lembro-me do que pensamos e deixamos de pensar em relação aos outros, quando intencional e egoísticamente nos recusamos a olhar para nós;
Lembro-me de soluções sugeridas e convictamente ponderadas para solucionar a vida de outros, quando a nossa é um novelo;
Lembro-me de palavras fáceis e acções dificeis;
Lembro-me de todos aqueles que contaram e deixaram um pouco de si no meu ser;
Lembro-me do crescimento que doí, mas compensa quando nos reconhecemos enquanto pessoa melhor;
Lembro-me disto, de muito mais e de outras coisas que já esqueci.
A diferença é que agora a memória me sabe bem.
Lembro-me de abraços apertados antes da distância de 15 dias, quando contamos para o presente de alguém;
Lembro-me de cigarros fumados no meio de palavras avidamente lançadas;
Lembro-me da permissão tabagista de não fumadores, em conversas tardias, em carros alheios;
Lembro-me de lágrimas , de ideias, sentimentos e emoções encaixadas bem fundo, soltas pelos copos em excesso;
Lembro-me do que pensamos e deixamos de pensar em relação aos outros, quando intencional e egoísticamente nos recusamos a olhar para nós;
Lembro-me de soluções sugeridas e convictamente ponderadas para solucionar a vida de outros, quando a nossa é um novelo;
Lembro-me de palavras fáceis e acções dificeis;
Lembro-me de todos aqueles que contaram e deixaram um pouco de si no meu ser;
Lembro-me do crescimento que doí, mas compensa quando nos reconhecemos enquanto pessoa melhor;
Lembro-me disto, de muito mais e de outras coisas que já esqueci.
A diferença é que agora a memória me sabe bem.
quinta-feira, 17 de julho de 2008
Guardando a devida distância das comparações:
Às vezes sinto-me como o Pollock , no filme homónimo. Desesperadamente em busca da ideia/feito original, a pedalar numa bicicleta desequilibrada...com duas grades de cerveja dependuradas no guiador.
À falta da ideia e da bicicleta, vão-me ficando as cervejas. E já não é nada mau...
Às vezes sinto-me como o Pollock , no filme homónimo. Desesperadamente em busca da ideia/feito original, a pedalar numa bicicleta desequilibrada...com duas grades de cerveja dependuradas no guiador.
À falta da ideia e da bicicleta, vão-me ficando as cervejas. E já não é nada mau...
quinta-feira, 10 de julho de 2008
Nostalgias...
Chegamos a um patamar em que temos o que reclamámos desde os 16 anos. Carta, carro, casa, relações mais ou menos conseguidas, noitadas quanto baste, álcool e drogas que a vontade maior ou menor nos leva a consumir, a liberdade que tanto desejámos de andar por aí sem prestar contas a ninguém, um conhecimento que julgamos maior e crescente. Podemos optar, optamos.
A consciência manipulada leva-nos a cair em maiores ou menores prazeres, em momentos mais ou menos ponderados. Construimos pedra a pedra o que queremos que seja a nossa vida, para concretizarmos uma ideia que nos continua romanticamente a fascinar : Eu sou... o que sempre quis ou o que não quis e sou é ainda melhor!
Queremos reconhecimento, sucesso profissional e pessoal, viver muito e bem... paz. Alguns começam a pensar em perpetuar a sua presença, em partilhas extremas e generosas, em deixarem de ser o centro da sua própria vida para se centrarem em outras vidas que chegam à sua. Outros pensam nisso arduamente e sentem ser o seu destino.
Olhamos para essa ideia que tínhamos de nós próprios, olhamos para aquilo que achávamos convictamente ter quando chegássemos aos 30 anos da alta segurança dos nossos 16 anos, e tudo é diferente... Mas não faz mal!
Continuamos a caminhar em busca dessa ideia , em busca dos objectivos que delineámos e que obviamente vamos atingir! Se não hoje, amanhã.
Como a nostalgia se apodera daqueles que atingem a década dos 30, aqui fica um link, que muito gozo me deu explorar.
Mistério Juvenil
A consciência manipulada leva-nos a cair em maiores ou menores prazeres, em momentos mais ou menos ponderados. Construimos pedra a pedra o que queremos que seja a nossa vida, para concretizarmos uma ideia que nos continua romanticamente a fascinar : Eu sou... o que sempre quis ou o que não quis e sou é ainda melhor!
Queremos reconhecimento, sucesso profissional e pessoal, viver muito e bem... paz. Alguns começam a pensar em perpetuar a sua presença, em partilhas extremas e generosas, em deixarem de ser o centro da sua própria vida para se centrarem em outras vidas que chegam à sua. Outros pensam nisso arduamente e sentem ser o seu destino.
Olhamos para essa ideia que tínhamos de nós próprios, olhamos para aquilo que achávamos convictamente ter quando chegássemos aos 30 anos da alta segurança dos nossos 16 anos, e tudo é diferente... Mas não faz mal!
Continuamos a caminhar em busca dessa ideia , em busca dos objectivos que delineámos e que obviamente vamos atingir! Se não hoje, amanhã.
Como a nostalgia se apodera daqueles que atingem a década dos 30, aqui fica um link, que muito gozo me deu explorar.
Mistério Juvenil
segunda-feira, 30 de junho de 2008
quinta-feira, 26 de junho de 2008
Comprovando que os nossos principios são GRANDES... hoje durante uma leitura tive uma identificação com o Génio.
O sono que desce sobre mim,
O sono mental que desce fisicamente sobre mim,
O sono universal que desce individualmente sobre mim —
Esse sono
Parecerá aos outros o sono de dormir,
O sono da vontade de dormir,
O sono de ser sono.
Mas é mais, mais de dentro, mais de cima:
E o sono da soma de todas as desilusões,
É o sono da síntese de todas as desesperanças,
É o sono de haver mundo comigo lá dentro
Sem que eu houvesse contribuído em nada para isso.
O sono que desce sobre mim
É contudo como todos os sonos.
O cansaço tem ao menos brandura,
O abatimento tem ao menos sossego,
A rendição é ao menos o fim do esforço,
O fim é ao menos o já não haver que esperar.
Há um som de abrir uma janela,
Viro indiferente a cabeça para a esquerda
Por sobre o ombro que a sente,
Olho pela janela entreaberta:
A rapariga do segundo andar de defronte
Debruça-se com os olhos azuis à procura de alguém.
De quem?,
Pergunta a minha indiferença.
E tudo isso é sono.
Meu Deus, tanto sono!...
Álvaro de Campos
28 - 8 - 1935
O sono que desce sobre mim,
O sono mental que desce fisicamente sobre mim,
O sono universal que desce individualmente sobre mim —
Esse sono
Parecerá aos outros o sono de dormir,
O sono da vontade de dormir,
O sono de ser sono.
Mas é mais, mais de dentro, mais de cima:
E o sono da soma de todas as desilusões,
É o sono da síntese de todas as desesperanças,
É o sono de haver mundo comigo lá dentro
Sem que eu houvesse contribuído em nada para isso.
O sono que desce sobre mim
É contudo como todos os sonos.
O cansaço tem ao menos brandura,
O abatimento tem ao menos sossego,
A rendição é ao menos o fim do esforço,
O fim é ao menos o já não haver que esperar.
Há um som de abrir uma janela,
Viro indiferente a cabeça para a esquerda
Por sobre o ombro que a sente,
Olho pela janela entreaberta:
A rapariga do segundo andar de defronte
Debruça-se com os olhos azuis à procura de alguém.
De quem?,
Pergunta a minha indiferença.
E tudo isso é sono.
Meu Deus, tanto sono!...
Álvaro de Campos
28 - 8 - 1935
sábado, 21 de junho de 2008
quarta-feira, 18 de junho de 2008
segunda-feira, 16 de junho de 2008
Gosto
Gosto muito deste blog. Abrimos a página com a ânsia da surpresa que vai ser. Gosto da forma como discorrem as palavras sobre imagens que são expostas, sobrepostas, corridas ou alinhadas. Gosto das associações. Gosto de consultar o arquivo, que mesmo muitas vezes visto continua a ser de bom olhar. Gosto.
Fworld
Fworld
sábado, 14 de junho de 2008
E Agora?
Hoje foi iniciado um novo projecto!
Pelo tom de solenidade poder-se-ia pensar em algo imerso em pompa e circunstância.
A verdade é que este novo projecto aproxima-se desta imagem de excelência e esplendor mas apenas conceptualmente. Conceptualmente é fantástico, porque os membros do Clube Tsé orgulham-se do seu pensar quieto porém de muita qualidade! Na execução será uma novela gráfica, executada à primeira, sem emendas ou deletes, preocupações ou esteticismos desmesurados.
Apesar de os membros do Clube Tsé não serem amigos do esforço e movimento, esperamos sinceramente, que o resultado prazeroso deste projecto executado, compense cada gota de suor largado pelo peso da caneta e do correr da tinta.
E assim aqui fica... Clube Tsé: a Blogonovela
Pelo tom de solenidade poder-se-ia pensar em algo imerso em pompa e circunstância.
A verdade é que este novo projecto aproxima-se desta imagem de excelência e esplendor mas apenas conceptualmente. Conceptualmente é fantástico, porque os membros do Clube Tsé orgulham-se do seu pensar quieto porém de muita qualidade! Na execução será uma novela gráfica, executada à primeira, sem emendas ou deletes, preocupações ou esteticismos desmesurados.
Apesar de os membros do Clube Tsé não serem amigos do esforço e movimento, esperamos sinceramente, que o resultado prazeroso deste projecto executado, compense cada gota de suor largado pelo peso da caneta e do correr da tinta.
E assim aqui fica... Clube Tsé: a Blogonovela
quinta-feira, 12 de junho de 2008
sexta-feira, 6 de junho de 2008
Voyeur Cultural: Meu Céu
Ainda não falei aqui dos espectáculos que mais gostei de ver no Alkantara. Preciso de balanço e disponibilidade para dispor em palavras o que ainda é tão emocional.
Mas posso falar do que menos gostei, aproveitando o balanço da cara chá na rua.
Meu Céu de Clara Andermatt, Castelo de São Jorge
Com tanta ponta solta, com textos que pareciam exercícios colectivos de escrita, com elementos que não encaixavam uns nos outros... E os velhos? O que faziam ali os velhos, que significava a presença dos velhos? Seriam eles mais do que um exercício junto da comunidade? Seriam um limbo, um aproximar do fim e o início da passagem?
Se calhar nem a própria Clara Andermatt o saberá dizer. Sinto depois de ver o seu espectáculo, que este foi colado a cuspo, uma junção de elementos mal fundamentada e mal conseguida. O que me incomoda nisto é que me ficou uma sensação de que poderia ser... poderia ter resultado... estava quase!
O tema será uma aproximação ao purgatório, uma exploração do já explorado. Estou cansada do eterno regresso a Dante, da dúvida permanente do além e do após. São dúvidas que já não me fazem pensar, são questões que já não me trazem novidade e que cada vez me parecem mais vazias de sentido na forma como são abordadas.
Valeu pelo espaço, pelos adereços e pela Lúcia Sigalho que por pior que seja o contexto é sempre interessante de ver...
Acho que estamos num impasse temático nas criações culturais Ocidentais. Repetem-se temas, explora-se o que já foi minuciosamente explorado, emprestam-se temas retirados de quem de facto tem algo a dizer, dança-se em roda de um centro que já deveria estar fechado.
Tenho ultimamente pensado e sentido que vivemos hoje a Angustia do Criador antes da Criação, mas em permanência! Esta angustia prolonga-se e estende-se à estreia e ao palco, galeria, museu ou outro qualquer local de apresentação . É uma angustia que ronda qualquer tema, absorvendo-o ; que se transporta para o público e nos faz do lado de cá ansiar por algo, que de facto nos faça espantar e pensar.
Mas posso falar do que menos gostei, aproveitando o balanço da cara chá na rua.
Meu Céu de Clara Andermatt, Castelo de São Jorge
Com tanta ponta solta, com textos que pareciam exercícios colectivos de escrita, com elementos que não encaixavam uns nos outros... E os velhos? O que faziam ali os velhos, que significava a presença dos velhos? Seriam eles mais do que um exercício junto da comunidade? Seriam um limbo, um aproximar do fim e o início da passagem?
Se calhar nem a própria Clara Andermatt o saberá dizer. Sinto depois de ver o seu espectáculo, que este foi colado a cuspo, uma junção de elementos mal fundamentada e mal conseguida. O que me incomoda nisto é que me ficou uma sensação de que poderia ser... poderia ter resultado... estava quase!
O tema será uma aproximação ao purgatório, uma exploração do já explorado. Estou cansada do eterno regresso a Dante, da dúvida permanente do além e do após. São dúvidas que já não me fazem pensar, são questões que já não me trazem novidade e que cada vez me parecem mais vazias de sentido na forma como são abordadas.
Valeu pelo espaço, pelos adereços e pela Lúcia Sigalho que por pior que seja o contexto é sempre interessante de ver...
Acho que estamos num impasse temático nas criações culturais Ocidentais. Repetem-se temas, explora-se o que já foi minuciosamente explorado, emprestam-se temas retirados de quem de facto tem algo a dizer, dança-se em roda de um centro que já deveria estar fechado.
Tenho ultimamente pensado e sentido que vivemos hoje a Angustia do Criador antes da Criação, mas em permanência! Esta angustia prolonga-se e estende-se à estreia e ao palco, galeria, museu ou outro qualquer local de apresentação . É uma angustia que ronda qualquer tema, absorvendo-o ; que se transporta para o público e nos faz do lado de cá ansiar por algo, que de facto nos faça espantar e pensar.
What philosophy do you follow?
Segue agora o teste da nossa cara Jolinhas.
Mais uma Hedonista ! O Clube Tsé orgulha-se imensamente dos seus membros...
Hedonism
100%
Justice (Fairness)
85%
Existentialism
80%
Apathy
80%
Strong Egoism
75%
Utilitarianism
60%
Nihilism
30%
Kantianism
25%
Divine Command
0%
seja la o que isto quer dizer
Mais uma Hedonista ! O Clube Tsé orgulha-se imensamente dos seus membros...
Hedonism
100%
Justice (Fairness)
85%
Existentialism
80%
Apathy
80%
Strong Egoism
75%
Utilitarianism
60%
Nihilism
30%
Kantianism
25%
Divine Command
0%
seja la o que isto quer dizer
quarta-feira, 4 de junho de 2008
What philosophy do you follow?
You scored as a Hedonism
Your life is guided by the principles of Hedonism: You believe that pleasure is a great, or the greatest, good; and you try to enjoy life’s pleasures as much as you can.
“Eat, drink, and be merry, for tomorrow we die!”
Hedonism 100%
Existentialism 90%
Utilitarianism 90%
Justice (Fairness) 80%
Kantianism 45%
Apathy 45%
Strong Egoism 40%
Nihilism 15%
Divine Command 0%
Eu sou assim.... foi o que "eles" disseram
What philosophy do you follow? (v1.03)
Your life is guided by the principles of Hedonism: You believe that pleasure is a great, or the greatest, good; and you try to enjoy life’s pleasures as much as you can.
“Eat, drink, and be merry, for tomorrow we die!”
Hedonism 100%
Existentialism 90%
Utilitarianism 90%
Justice (Fairness) 80%
Kantianism 45%
Apathy 45%
Strong Egoism 40%
Nihilism 15%
Divine Command 0%
Eu sou assim.... foi o que "eles" disseram
What philosophy do you follow? (v1.03)
Voyeur cultural: Alkantara
Às vezes quando se espera um bom espectáculo, este surge-nos de onde menos esperamos.
Este é para vocês...
Este é para vocês...
terça-feira, 3 de junho de 2008
Do descanso
Está mais que visto... a produtividade blogueira está directamente ligada à actividade tseniana.
Explicando: só a inactividade, a apatia, a não acção, permitem a disposição de tempo para criar posts.
Não haveremos nós, membros do clube tsé, reivindicar o nosso tempo para construir e desenvolver este espaço de discussão?
Comprovamos que afinal o trabalho é anti produtivo, retira tempo e capacidade criativa.
Pensando na nossa revolução, que lentamente se desenvolve, proponho a anexação de mais este principio: Extensão do feriado do trabalhador a todos os dias do ano. Celebraremos com descanso a possibilidade não concretizada do trabalho. E se o Natal é quando um homem quiser, que o 1º de Maio também o seja.
Explicando: só a inactividade, a apatia, a não acção, permitem a disposição de tempo para criar posts.
Não haveremos nós, membros do clube tsé, reivindicar o nosso tempo para construir e desenvolver este espaço de discussão?
Comprovamos que afinal o trabalho é anti produtivo, retira tempo e capacidade criativa.
Pensando na nossa revolução, que lentamente se desenvolve, proponho a anexação de mais este principio: Extensão do feriado do trabalhador a todos os dias do ano. Celebraremos com descanso a possibilidade não concretizada do trabalho. E se o Natal é quando um homem quiser, que o 1º de Maio também o seja.
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